Jornal O Repórter Regional
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Caso Beatriz -Novela prossegue
"O perito não conseguiu fazer a hipnose, pois a criança estava muito agitada, o que dificultou a procedimento. O menino também declarou não ter visto o rosto do suspeito", explica o superintendente da Polícia Civil de Sarandi, Márcio Bertoni.
O menino foi a segunda criança a passar pelo processo de hipnose. No dia 25 de junho, um outro garoto, de oito anos, que teria visto um homem abordando Beatriz, e foi o responsável pela descrição do retrato falado, também passou pelo mesmo procedimento. "Esse garoto estava junto com a Beatriz quando o suspeito a abordou. Ele chegou a acompanhá-los até perto da zona rural, mas resolveu retornar para casa em seguida. Seria uma testemunha importante, mas também não foi possível hipnotizá-lo", conta Bertoni.
Conforme o superintendente, a intenção de chamar a segunda criança para a sessão tinha como objetivo realizar um novo retrato falado, para estabelecer comparações. As crianças também passaram por uma sessão com o psiquiatra e psicólogo para lembrar o máximo de detalhes possíveis do dia do crime.
"Houve graves divergências entre os relatos. A primeira criança disse que o acusado estaria de bicicleta, já a segunda, que observou a cena de longe, e foi ouvida em Curitiba ontem, disse ter visto um homem abordando Beatriz ainda no bairro em um carro branco", diz Bertoni.
Segundo o policial, o longo tempo decorrido desde o fato também atrapalhou o procedimento. "O tempo pode trazer algumas confusões mentais. Além disso trata-se de crianças, que podem imaginar muitas situações. Por isso não podemos confiar cegamente no depoimento delas", afirma. Texto DNP
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