Catástrofes, extinções, armagedon, asteroides cruzando os
céus, ameaça nuclear, pessoas correndo, marcianos destruindo tudo. Tudo isso
parece roteiro de filme hollywoodiano, daqueles com temas apocalípticos. E é! É
também a imagem que muitos têm do fim do mundo, do momento que antecede o caos
e o colapso de nossa sociedade.
Fomos educados assim, vivemos numa sociedade pautada em um
livro religioso que termina com o caos total, onde praticamente todos serão
punidos, e tudo que foi conquistado pelo homem será desfeito. Inconscientemente
carregamos em nossa memória estórias e imaginações desse momento final, e por
isso a sociedade tem tanto fascínio por tal tema, alimentando sempre a
necessidade de se precaver, a ansiedade por esse momento, e os mais profundos
pesadelos e tormentos mentais sobre o fim do mundo.
Todo esse sentimento de cisma social pelo apocalipse deixa
de serem inofensivas no momento que boatos e lendas são expostas a um número
cada vez maior de pessoas, muitas delas mal informadas e sem alfabetização
científica, e que tomam isso como verdade, sem nunca checar as fontes. Nesse
momento é devaneios individuais se tornam ameaças ao conhecimento e ao bom
senso, pois pessoas influenciam pessoas, e toda influencia tem peso, seja boa,
ou seja ruim.
Sempre tivemos estórias de catástrofes, apocalipses, e todo
tipo de aberração que se possa imaginar contra a raça humana. Porém nos últimos
anos, até porque temos um acesso muito maior a informação que gerações passadas,
a quantidade de “besteiras” que surgem sobre o tema é cada vez maior. Temos há
alguns anos uma lenda que Marte ficará do tamanho da Lua, e todo ano ela
retorna enganando muitos desavisados. Ano passado era o planeta Nibiru, esse
ano é o tal calendário Maia, agora no final do ano são três naves no padrão do
Império (Star Wars), que estão vindo para destruir a Terra. Para cada cometa
que surge aparecem uma enxurrada de invencionices e teorias absurdas de que
aquele pálido pedaço de gelo sujo possa ser o nosso fim, e assim caminham as
teorias da conspiração e as profecias furadas.
Cabe a todos que gostam, e tem um mínimo de acesso a ciência
combater e desmistificar tais teorias, informando e incentivando as pessoas a
procurar fontes, verificar a veracidade de tais informações, e questionar antes
de sair divulgando ou ficar temendo o pior.
A pseudociência se confunde muito facilmente com a ciência
séria, e na maioria das vezes seus resultados são mais mirabolantes que o da
ciência verdadeira, tornando-se mais chamativo para o leigo. Basta ver o
tamanho do espaço que a astrologia tem em jornais e revistas, o interesse que
os programas sensacionalistas de TV têm pela ufologia, o tanto de curandeiros
que ainda existem no mundo e o tanto de gente que busca solução em tratamentos
alternativos, pessoas vendendo geradores infinitos de energia, e por aí vai.
Porém a pseudociência deixa furos, e essa ferramenta tem e
deve ser usada para que as pessoas questionem informações e não se iludam com notícias
insensatas que fazem mal para o conhecimento. É normal ver pseudocientistas e
pseudo estudiosos amparando seus “trabalhos” em nomes de cientistas sérios,
conturbando dados e estudos de anos, insistindo em atribuir tais informações a
agencias de pesquisas renomadas. É comum ver o nome da NASA, CERN, ESA, e até
mesmo o site Wikileaks, hoje na moda por vazar informações ditas como
confidenciais.
É muito importante antes de crer, divulgar ou viver qualquer
informação, que se busque sua fonte, se realmente existem nos sites de tais
agencias essa informação, se aquele famoso cientista realmente disse aquela
informação, e principalmente, se existe lógica no que está lendo.
Clube de Astronomia Edmond Halley CAEH caehalley@hotmail.com
Catástrofes, extinções, armagedon, asteroides cruzando os
céus, ameaça nuclear, pessoas correndo, marcianos destruindo tudo. Tudo isso
parece roteiro de filme hollywoodiano, daqueles com temas apocalípticos. E é! É
também a imagem que muitos têm do fim do mundo, do momento que antecede o caos
e o colapso de nossa sociedade.
Fomos educados assim, vivemos numa sociedade pautada em um
livro religioso que termina com o caos total, onde praticamente todos serão
punidos, e tudo que foi conquistado pelo homem será desfeito. Inconscientemente
carregamos em nossa memória estórias e imaginações desse momento final, e por
isso a sociedade tem tanto fascínio por tal tema, alimentando sempre a
necessidade de se precaver, a ansiedade por esse momento, e os mais profundos
pesadelos e tormentos mentais sobre o fim do mundo.
Todo esse sentimento de cisma social pelo apocalipse deixa
de serem inofensivas no momento que boatos e lendas são expostas a um número
cada vez maior de pessoas, muitas delas mal informadas e sem alfabetização
científica, e que tomam isso como verdade, sem nunca checar as fontes. Nesse
momento é devaneios individuais se tornam ameaças ao conhecimento e ao bom
senso, pois pessoas influenciam pessoas, e toda influencia tem peso, seja boa,
ou seja ruim.
Sempre tivemos estórias de catástrofes, apocalipses, e todo
tipo de aberração que se possa imaginar contra a raça humana. Porém nos últimos
anos, até porque temos um acesso muito maior a informação que gerações passadas,
a quantidade de “besteiras” que surgem sobre o tema é cada vez maior. Temos há
alguns anos uma lenda que Marte ficará do tamanho da Lua, e todo ano ela
retorna enganando muitos desavisados. Ano passado era o planeta Nibiru, esse
ano é o tal calendário Maia, agora no final do ano são três naves no padrão do
Império (Star Wars), que estão vindo para destruir a Terra. Para cada cometa
que surge aparecem uma enxurrada de invencionices e teorias absurdas de que
aquele pálido pedaço de gelo sujo possa ser o nosso fim, e assim caminham as
teorias da conspiração e as profecias furadas.
Cabe a todos que gostam, e tem um mínimo de acesso a ciência
combater e desmistificar tais teorias, informando e incentivando as pessoas a
procurar fontes, verificar a veracidade de tais informações, e questionar antes
de sair divulgando ou ficar temendo o pior.
A pseudociência se confunde muito facilmente com a ciência
séria, e na maioria das vezes seus resultados são mais mirabolantes que o da
ciência verdadeira, tornando-se mais chamativo para o leigo. Basta ver o
tamanho do espaço que a astrologia tem em jornais e revistas, o interesse que
os programas sensacionalistas de TV têm pela ufologia, o tanto de curandeiros
que ainda existem no mundo e o tanto de gente que busca solução em tratamentos
alternativos, pessoas vendendo geradores infinitos de energia, e por aí vai.
Porém a pseudociência deixa furos, e essa ferramenta tem e
deve ser usada para que as pessoas questionem informações e não se iludam com notícias
insensatas que fazem mal para o conhecimento. É normal ver pseudocientistas e
pseudo estudiosos amparando seus “trabalhos” em nomes de cientistas sérios,
conturbando dados e estudos de anos, insistindo em atribuir tais informações a
agencias de pesquisas renomadas. É comum ver o nome da NASA, CERN, ESA, e até
mesmo o site Wikileaks, hoje na moda por vazar informações ditas como
confidenciais.
É muito importante antes de crer, divulgar ou viver qualquer
informação, que se busque sua fonte, se realmente existem nos sites de tais
agencias essa informação, se aquele famoso cientista realmente disse aquela
informação, e principalmente, se existe lógica no que está lendo.
Clube de Astronomia Edmond Halley CAEH caehalley@hotmail.com
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