Os
partidos de oposição aos governos Lula e Dilma, tradicionalmente
representados pelo PSDB, pelo DEM e pelo PPS, não se entenderam sobre a
necessidade de investigar as revelações feitas no novo depoimento do
empresário Marcos Valério Fernandes de Souza prestado em setembro.
A
representação com o pedido de apuração foi entregue ontem (6) na
Procuradoria-Geral da República sem o endosso das direções do PSDB e do
DEM - o PPS é o menor dos partidos, dispõe apenas de nove deputados
federais.
Três parlamentares tucanos, entre eles os senadores
Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Álvaro Dias (PR), acompanharam ontem o
presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, na apresentação do
documento. Nas palavras de Freire, trata-se do "mensalão 2", dessa vez com Lula como personagem principal de uma "nova ação penal".
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de
hoje (7), em matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco.
Freira
afirma que é preciso abrir um inquérito sobre a suposta participação do
ex-presidente na compra de votos de parlamentares e também para
averiguar a possibilidade de crime político no assassinato do
ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, em 2002.
No depoimento
de novembro, Valério afirmou à Procuradoria que enviou dinheiro à
cidade do Grande ABC a fim de subornar pessoas que ameaçavam, um ano
depois da morte do prefeito, envolver o nome de Lula e o do atual
ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, num
suposto esquema de desvio de verbas públicas.
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