Em qualquer ocasião Deus Seja Louvado, por tudo que nos dá e pela criação do homem e da mulher, mas nem todos pensam assim e o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública nesta
segunda-feira (12) em que pede que as novas cédulas de real passem a ser
impressas sem a expressão "Deus seja louvado".
O pedido, feito pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão,
diz que a existência da frase nas notas fere os princípios de laicidade
do Estado e de liberdade religiosa.
"A manutenção da expressão "Deus seja louvado' configura uma
predileção pelas religiões adoradoras de Deus como divindade suprema,
fato que, sem dúvida, impede a coexistência em condições igualitárias de
todas as religiões cultuadas em solo brasileiro", afirma trecho da
ação, assinada pelo procurador Jefferson Aparecido Dias.
"Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: "Alá seja
louvado', "Buda seja louvado', "Salve Oxossi', "Salve Lord Ganesha',
"Deus não existe'. Com certeza haveria agitação na sociedade brasileira
em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus",
segue o texto.
O Banco Central, consultado pela Procuradoria, emitiu um parecer
jurídico em que diz que, como na cédula não há referência a uma
"religião específica', é "perfeitamente lícito" que a nota mantenha a
expressão.
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