A cena já se tornou comum desde que se intensificaram as chuvas de verão. "Cada vez que arma uma chuva, a gente já sabe que vem problema", diz o metalúrgico Claytson Flávio Garbe, funcionário, enquanto ajudava colegas de trabalho a tirar parte da lama levada pelas águas para dentro da empresa em que trabalha.
Douglas Marçal

Destruição causada pela enxurrada
no Parque Alvamar, limite entre Sarandi e Maringá; asfalto, calçadas e
muros foram arrancados pela correnteza
Ao lado da metalúrgica, a enxurrada arrancou a calçada e deixou um buraco com mais de um metro de profundidade com cerca de 15 metros de comprimento. O ponto de ônibus existente no que já foi uma calçada agora equilibra-se em um bloco de concreto. O asfalto da João Redondo foi arrancado desde a João Marangoni até dois quarteirões abaixo.
FRASE
Alessandra Alegre dos Anjos, moradora do Parque Alvamar que trabalha
em um bufê infantil em Maringá, foi chamada com urgência e ao chegar em
casa, junto com o marido, Fernando, encontrou a casa com mais de 20
centímetros de enxurrada em todos os cômodos.
“Cada vez que arma
uma chuva, a gente já
sabe que vem problema.
Tudo aqui dentro ficou
invadido pelo lamaçal,
um motoqueiro foi
arrastado”
Claytson Flávio Garbe
Metalúrgico
uma chuva, a gente já
sabe que vem problema.
Tudo aqui dentro ficou
invadido pelo lamaçal,
um motoqueiro foi
arrastado”
Claytson Flávio Garbe
Metalúrgico
A força da água que passou pelo quintal foi tanta que derrubou o muro dos fundos. Dois guarda-roupas, estante, cômoda, criado-mudo e outros objetos da residência ficaram danificados.
A casa geminada do casal dos Anjos, na Rua Francisco Fernando Cara, fica em frente a um terreno da prefeitura, onde foi construída uma caixa para recebimento da tubulação que desce de outros bairros, como o Independência e o Panorama, porém a caixa é insuficiente para tal volume de água, que extravasa e invade as casas vizinhas.
"Há tempos que cobramos uma solução, ouvimos promessas e tudo continua do mesmo jeito", disse Alessandra, que ontem foi com o marido à prefeitura para mais uma vez pedir providências. O casal dispõe de fotografias, vídeo e várias testemunhas para levar a prefeitura à Justiça e cobrar indenização pelos prejuízos.
Reclamação
"O que revolta é que fazem pouco caso quando pedimos providência", diz Osmar de Oliveira, também morador na Rua Francisco Cara. Segundo ele, todas as vezes que a prefeitura é cobrada, o secretário de Urbanismo e o diretor de Serviços Públicos garantem que vão tomar providências, mas tudo continua do mesmo jeito.Fonte o Diário que deu manchete também na edição de hoje



