
Marina Silva lança novo partido para disputar o Planalto em 2014. Foto: Cacá Meirelles
Até agora, cinco deputados federais se comprometeram a integrar a nova sigla, todos insatisfeitos com as atuais legendas: Alfredo Sirkis, do PV do Rio de Janeiro, Domingos Dutra, do PT do Maranhão, o pedetista Reguffe, do Distrito Federal, e os tucanos paulistas Walter Feldman e Ricardo Trípoli. O petista Alessandro Molon, do Rio, e o senador Pedro Taques, do PDT mato-grossense, mantêm conversas com Marina, mas até o momento não aceitaram o convite. O empresário Guilherme Leal, um dos sócios da empresa de cosméticos Natura, candidato a vice-presidente na chapa de Marina em 2010, também vai aderir, assim como a socióloga Maria Alice Setubal, herdeira do Banco Itaú.
Os ideólogos do partido esperam a adesão de 20 congressistas nos próximos meses, quando a estrutura estiver em funcionamento. A lei de fidelidade partidária não será empecilho: em 2011, ao analisar a criação do PSD pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, a Justiça Eleitoral decidiu que a fundação de uma nova sigla serve de justificativa para um parlamentar abandonar o seu partido de origem.
Alguns dos nomes citados na mídia nos últimos dias desmentiram a intenção de pular para a rede de Marina. O senador do PSOL Randolfe Rodrigues negou interesse em mudar de partido, o que já havia deixado claro em entrevista recente a CartaCapital. Rodrigues não considera a ex-ministra uma opção real à esquerda. “Meu caminho é o PSOL. Só sairia se o partido se distanciasse muito do que penso.” Já a ex-senadora Heloísa Helena, -atual vereadora em Maceió, uma das fundadoras do PSOL, aderiu.
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