
Lucélia Galego Costa, 33 anos, ex-companheira do homem encontrado morto no último sábado em uma construção do Jardim Três Lagoas, em Maringá, foi presa na noite de segunda-feira, acusada de ser a mandante do assassinato.
O comprovante de uma recarga de celular encontrado no bolso da vítima levou a polícia até a mulher.
Em depoimento, Lucélia alegou que ela e a filha vinham sendo ameaçadas de morte pelo ex-companheiro.
O crime ocorreu na noite de sábado. Tiago dos Santos Oliveira, idade não divulgada, foi encontrado morto em frente a uma casa em construção na Rua Nelson Costa, 99, no Jardim Três Lagoas. Conforme a Polícia Civil, ele foi atingido por tiros no peito, braço direito e nuca.
Oliveira não era conhecido nos meios policiais. Pelas roupas que vestia quando foi morto, aparentava ser uma pessoa de boa condição financeira, mas estava sem os documentos. A suspeita é que o assassino tenha levado a carteira da vítima, para dificultar a identificação.
Nos bolsos da bermuda que ele vestia, foi encontrada a única pista do crime: um comprovante de recarga de telefone celular. Com os dados desse comprovante, os investigadores da Seção de Homicídios da Polícia Civil de Maringá identificaram que o número que recebeu a recarga está em nome de Lucélia.
Os policiais foram à casa dela, que se mostrou surpresa ao saber que um comprovante de recarga com o seu número estava no bolso de um morto. Inicialmente, ela alegou que não conhecia ninguém com a descrição da vítima.
No entanto, os policiais desconfiaram da versão, e investigaram, no sistema de registro de ocorrências, se havia algum registro com o nome dela. Encontraram uma queixa que Lucélia havia prestado contra Tiago, seu ex-namorado, por agressão.
A polícia voltou à casa da suspeita e a levou até o Instituto Médico-Legal (IML). Lucélia concordou e reconheceu o corpo do ex-namorado. Segundo o delegado operacional Leandro Roque Munin, na delegacia, a mulher admitiu que havia encomendado a morte do ex para um amigo, que atraiu Oliveira até um local afastado e ermo. Ela teria alegado que ex-companheiro pedia dinheiro para ela e, caso não recebesse, mataria ela e a filha.
A polícia conseguiu junto à Justiça autorização para prender Lucélia, já que ela possui dupla cidadania e poderia fugir do Brasil. Até a tarde de ontem, Lucélia permanecia presa na 9ª Subdivisão Policial (SDP) de Maringá. Os investigadores já têm pistas do assassino, cuja identidade foi preservada.DNP


